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  • Natália Marques Antunes

Tristeza ou Depressão?


A tristeza é um sentimento que pode ter origem conhecida (perda de algo ou alguém) ou não (algo que foi vivenciado e não está claramente identificado), mas após um tempo para viver o luto e/ou elaboração a pessoa retorna ao seu estado natural.

Caso não seja superada, e a tristeza pode se intensificar, com um desanimo constante diante da vida, e se constituir como Depressão.

É considerada o mal de século, junto com a Síndrome do Pânico, calcula-se que atinge 30% da população, alguns sem saber, uma em cada cinco pessoas pode experimentar durante a sua vida, com menor ou maior intensidade.

Em termos químicos, ocorre uma alteração nos neurotransmissores que produzem os hormônios serotonina e endorfina, responsáveis pelo prazer e bem-estar.

Embora exista distúrbio na química cerebral, é uma doença afetivo emocional, onde a pessoa experimenta um sofrimento psicológico, com prejuízos em sua interação social e alterações físicas, e pode apresentar os sintomas:

  • Distúrbios do sono – insônia ou sono demais;

  • Distúrbios alimentares – excesso ou falta de apetite;

  • Melancolia – tristeza, pessimismo, vitimização...

  • Autoflagelação – a imunidade pode baixar e elevar o aparecimento de doenças;

  • Pensamentos mórbidos – levado ao extremo pode haver risco de suicídio;

Pode haver uma predisposição genética, com pode ser desencadeada por fatores sociais, estresse agudo ou acumulado, mas é tratável.

O tratamento é medicamentoso, mas imprescindível o acompanhamento Psicoterápico, para o entendimento da doença e retorno ao equilíbrio afetivo emocional, melhora no bem-estar pessoal, familiar, profissional e relacional.

Mas o maior problema para a busca do tratamento reside na confusão da própria pessoa, como das demais de seu convívio, que se trata realmente de uma doença, a discriminação faz com que muitos continuem no sofrimento, e muitas vezes em silêncio. Se você reconhecer esses sintomas em você busque ajuda; se identificar em outra pessoa não vire as costas, não julgue, procure ajudar para que encontre um caminho para recobrar a saúde.

Em função das demandas de trabalho e vida pessoal muitas vezes extrapolamos os nossos limites de uma forma não saudável, o que pode nos causar frustrações, que aliadas ao estresse podem levar a doença. Para os Gestores e Lideres é um desafio ainda maior, pois além de cuidar de si, tem a missão de conduzir as equipes para a conquista de metas, manter a equipe unida, motivada e saudável, pois sem o capital humano não existe uma corporação (pretendo tratar desse assunto em outro artigo).

Para evitar a instalação da doença precisamos de uma vida sustentável, ou seja:

  • Autoconhecimento (identificar o que lhe faz bem ou não);

  • Realização profissional (identificar o que lhe traz prazer no seu trabalho, mesmo que não seja aquele dos seus sonhos);

  • Atividades físicas (aquilo que te faz feliz);

  • Alimentação saudável (identifique o que é melhor para o seu organismo);

  • Cultivar relações afetivas satisfatórias (com familiares, parceiros, amigos, colegas de trabalho, fornecedores ...);

  • Vida financeira estável (gerenciar seus recursos dentro das suas possibilidades);

Estas são apenas algumas dicas, mas o principal é acreditar que ser feliz é aquilo que todos nós desejamos, e que é possível... “Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo” Liang Tzu

Natalia Marques Antunes

Psicóloga, Master Coach e Palestrante

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